Acabei de me dar conta que faz quase um ano.
Um ano de mudanças absurdas, cujo início foi traçado aqui.
Um ano de "rumo ao profissional", quando aprendi que me faço profissional a cada dia.
Hoje, de volta à minha descontinuidade, tentando retomar meus raciocínios próprios, meus pontos de interrogação, tentando deixar um pouco de lado o factual e passando ao meu não-factual literário, as minhas palavras ditas sem a intenção de causar qualquer furor... Apenas eu.
Um impulso de 140 caracteres me fez sentir saudades tamanhas de deixar meus dedos correrem livremente sob o teclado e discorrer, somente...
Minha última postagem foi sobre um outono que nunca chegava. Este mesmo outono que, a cada ano, protela a se derramar sobre a minha cidade. E o verão, espaçoso que é, só ocupa mais espaço, repousando ao pôr-do-sol, já noturno, e voltando com força total antes mesmo que o galo cante.
Março ainda não terminou, e suas águas ainda não fecham o verão, mas já colho os frutos plantados em um inverno de estudos, uma primavera de sufocos e um verão de muito trabalho.
Os frutos estão quase maduros... Aguardo pacientemente que caiam do pé, direto na minha mão. Mas quem, olhando uma árvore carregada, convidativa, não se antecipa a supir no pé e colhê-los?
Paciência, pomar meu... Dai-me paciência.
Toda essa conversa sobre o outono começou aqui: http://escritosdaalma.blogspot.com/2007/03/outono-no-no-primavera-outono-e-as.html
Num tempo em que minhas falhas eram camufladas sob um olhar de Querubina.
É bom tirar as máscaras.
*Mas Djavan continua me fazendo palpitar... vale a pena relembrar a sugestão de música:
http://www.youtube.com/watch?v=2XwP32FEzZ0
Hoje tento exercitar também a prosa, deixar um pouco de lado os meus tão amados versos.
Mas os dias são tão quebrados
tão cansados
tão ritmados
tão sonoros
tão compassados
Quanto os versos
que brotam, simplesmente.
(é realmente difícil largar um vício)
Dia Internacional da Mulher
Há 2 semanas
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